Francisco Brennand 1927-2019

Francisco Brennand (1927-2019). Nasceu e viveu em Recife, Brasil.

 

Francisco Brennand começa a desenvolver sua prática artística na década de 1940. Em 1949, viaja a Paris para estudar pintura. Em 1950, obtém o segundo prêmio do 9º Salão de Pernambuco com a tela “Mamão e Bananas”. Em 1961, Brennand inicia a produção do mural cerâmico da Batalha dos Guararapes, com poemas de Cesar Leal e Ariano Suassuna, que se encontra na Rua das Flores, em Recife, posteriormente, em 1968, colabora com Suassuna na criação do figurino para a primeira montagem cinematográfica de O Auto da Compadecida. Participa, em 1971, da XI Bienal de São Paulo com 12 grandes telas. No mesmo ano, após visitar as ruínas da Cerâmica São João, antiga fábrica de cerâmica fundada por seu pai, decide reformá-la e instalar ali o seu ateliê, criando o espaço que conhecemos hoje como a Oficina Brennand, uma espécie de templo onde é possível observar o imaginário do artista em ação.

 

Ao longo da década de 1970, Brennand intensifica a sua produção em cerâmica e, entre 1975 e 1985, produz a grande maioria das esculturas que habitam a Oficina até hoje. Nos anos seguintes, produz murais e painéis para diversos edifícios públicos e empresariais, como o Mural para a Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco, CHESF, em Recife, em 1979; o mural cerâmico para a CODEVASF - Companhia do Desenvolvimento do Vale de São Francisco, em Brasília, em 1980, e o Monumento aos Três Heróis da Restauração, em 1981, para o órgão público Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, em Recife. Em 1985, é convidado para participar da 18ª Bienal de São Paulo. No mesmo ano, recebe a medalha de “Officier de L’Ordre des Arts et des Lettres” concedida pelo Ministério da Cultura da França. Em 1989, participa da II Bienal Internacional de Óbidos, em Portugal. No ano seguinte, Brennand representa o Brasil na 44ª Bienal de Veneza. Em 1992, integra as coletivas “EXPO 92”, em Sevilha, e “Imagem do Brasil / A Procura Europeia de um Paraíso Terrestre e a Arte Moderna Brasileira”, em Zurich.

 

Em 1993, Francisco Brennand conta com grande retrospectiva de suas pinturas e cerâmicas no Staatliche Kunsthalle, em Berlim. No mesmo ano, recebe o Prêmio Interamericano de Cultura Gabriela Mistral, conferido pela Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington D.C. Dos anos 2000 em diante, Brennand realiza diversas exposições individuais em importantes instituições, como “Brennand”,      , na Casa França Brasil, Rio de Janeiro, em 2000;     , Brennand no Acerto com o Mundo”, no Lugar do Desenho, Fundação Júlio Rezende, Valbom Gondomar, Portugal, em 2001; Brennand Esculturas: o homem e a natureza, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, em 2004; Exposição em homenagem aos 80 anos de vida do artista, “Francisco Brennand: Flores, frutos, bichos e pássaros dos anos 60,70 e 80” com cerâmicas e pinturas, no Museu Afro-Brasil, São Paulo e “Francisco Brennand – Senhor da Várzea, da Argila e do Fogo” no Santander Cultural, em Porto Alegre, em 2007.

 

Além das obras públicas já citadas, destacam-se ainda: O Grande Sol (1995-1996), para o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM, Recife; o Parque das Esculturas (2000), parte do projeto “Eu vi o mundo... Ele começava no Recife”, que conta com quase 100 obras do artista, localizado no Marco Zero de Recife; o Gigante Nabuco (2010), naAcademia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, e Pássaro Rocca (2013) na estação de metrô Trianon- MASP, São Paulo.